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sábado, 18 de maio de 2013

O que é hiperlexia?

O que é?

A hiperlexia pode ser entendida como uma síndrome, que compreende sintomas como uma alta capacidade de leitura e uma espécie de obsessão por letras e números, porém acompanhada de uma espécie de retardo em outras áreas do desenvolvimento. Essa síndrome pode ser entendida a partir de três características principais: capacidade precoce de leitura, dificuldade em lidar com a linguagem oral e uma inadaptação social dos comportamentos.

Por muito tempo as crianças hiperléxicas foram diagnosticadas a partir de referenciais do autismo, uma vez que existem poucos estudos e mecanismos para o diagnóstico.

Como diagnosticar?

Algumas características podem encaminhar o diagnóstico de hiperlexia, entre elas, deve-se atentar prioritariamente para a precocidade da interação da criança com letras e números. A partir dos 18 meses, crianças hiperléxicas já começam a demonstrar uma capacidade diferenciada para identificação de letras e números, e aproximadamente a partir dos 3 anos essas crianças são capazes de reconhecer o agrupamento de letras e formar palavras, mesmo que estas não façam sentido no contexto. Assim, é provável que essa criança seja capaz de ler frases inteiras, mesmo não dominando a linguagem oral como as outras crianças de sua idade. Devemos lembrar que nem todas as crianças com hiperlexia apresentam o mesmo desenvolvimento de suas condições. Outra particularidade das crianças hiperléxicas, para a qual se deve atentar no período diagnóstico, é o apego que essas têm à rotina. Uma criança hiperlexica dificilmente aceita mudanças em seus horários e atividades, procura encontrar padrões em todas as situações.

A criança hiperléxica

A hiperlexia não é consequência de nenhum método de ensino, ou seja, a capacidade de ler da forma como se dá nesses casos não é algo ensinado, não há instruções para que a criança aja de tal forma. Essa criança simplesmente aprende a decodificar as palavras, a partir da identificação das letras e de seus agrupamentos.

O fato de uma criança hiperléxica ter dificuldades em seus relacionamentos sociais não significa que estes não devam ser encorajados. Existem inúmeros benefícios ligados à experiência dessas crianças na relação com crianças de desenvolvimento normal, entre eles destaca-se a estimulação oral. Para a criança hiperléxica, a criança normal é alguém que fala muito, mas essa interação permite que aquela reconheça os aspectos funcionais da comunicação oral.

Na escola

Algumas posições pedagógicas defendem a criação de salas especiais para hiperléxicos, uma vez que a presença de uma criança hiperléxica no grupo de alunos implica algumas alterações na rotina de professores, coordenação e alunos, por exemplo, ajustes no currículo e flexibilização do programa de ensino. Todavia, é importante tanto para crianças normais quanto para a criança hiperléxica que sejam expostas a relação com outras crianças em diferentes condições, para que possam reconhecer diferentes formas de se comunicar. Do outro lado, professores devem estar preparados para usar, de maneira criativa, a habilidade de lidar com as palavras e números, de forma que se torne realmente uma experiência valiosa para todos.

Onde encontrar mais informações?

Existem poucas publicações sobre hiperlexia no Brasil. Há alguns anos a autora Susan Martins Miller publicou, pela editora Nova Alvorada de Belo Horizonte, o livro “Lendo muito cedo”, que explica com bastante clareza as condições e implicações da hiperlexia na vida de crianças e adultos, além disso, algumas associações de pais de crianças autistas tem trabalhado para divulgar as particularidades da síndrome em seus sites, o que gera um conteúdo bastante rico em detalhes da experiência de viver com alguém hiperléxico
Fonte:www.brasilescola.com/psicologia/hiperlexia.htm

quinta-feira, 2 de maio de 2013

VENDO DUAS COLEÇÕES EXCELENTES

Há algum tempo deixei de trabalhar com ensino fundamental e passei a trabalhar com Educação especial.
E tenho essa duas coleções excelentes para vender.R$100,00 as duas + frete.
1º MANUAL MULTIMÍDIA DO PROFESSOR: Educação Infantil-
DO MATERNAL A 6 ANOS são 7 CDs, com natureza e sociedade - matemática-linguagem oral e escrita;
CD1-MATERNAL
CD2-JARDIM I- 0 A 3 ANOS
CD3-JARDIM II- 4 ANOS
CD4-JARDIM III- 6 ANOS
CD5- MÚSICA E ARTES
CD6-EDUCAÇÃO FÍSICA- 0 A 6 ANOS
CD 7- EVENTOS ESCOLARES

2º CALENDÁRIO ESCOLAR COM OS 12 MESES EM CD'S COM 12 LIVROS UM DE CADA MÊS.Datas comemorativas.








quarta-feira, 1 de maio de 2013

MASSINHA DE MODELAR...


terça-feira, 30 de abril de 2013

RELÓGIOS: MEDIDAS DE TEMPO

Medidas de tempo

É comum em nosso dia-a-dia pergunta do tipo:
Qual a duração dessa partida de futebol?
Qual o tempo dessa viagem?
Qual a duração desse curso?
Qual o melhor tempo obtido por esse corredor?
Todas essas perguntas serão respondidas tomando por base uma unidade padrão de medida de tempo. A unidade de tempo escolhida como padrão no Sistema Internacional (SI) é o segundo.

Segundo

O Sol foi o primeiro relógio do homem: o intervalo de tempo natural decorrido entre as sucessivas passagens do Sol sobre um dado meridiano dá origem ao dia solar.
O segundo (s) é o tempo equivalente a do dia solar médio.
As medidas de tempo não pertencem ao Sistema Métrico Decimal.

Múltiplos e Submúltiplos do Segundo
Quadro de unidades
Múltiplos
minutos hora-dia
min/h/d
60 s 60 min = 3.600 s 24 h = 1.440 min = 86.400s
São submúltiplos do segundo:
décimo de segundo
centésimo de segundo
milésimo de segundo

Cuidado: Nunca escreva 2,40h como forma de representar 2 h 40 min. Pois o sistema de medidas de tempo não é decimal.
Observe:

Medidas de tempo
Outras importantes unidades de medida:
mês (comercial) = 30 dias
ano (comercial) = 360 dias
ano (normal) = 365 dias e 6 horas
ano (bissexto) = 366 dias

semana = 7 dias
quinzena = 15 dias
bimestre = 2 meses
trimestre = 3 meses
quadrimestre = 4 meses

semestre = 6 meses
biênio = 2 anos
lustro ou qüinqüênio = 5 anos
década = 10 anos
século = 100 anos
milênio = 1.000 anos

























segunda-feira, 8 de abril de 2013

SINDROME DO ESGOTAMENTO PROFISSIONAL!

A síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. O transtorno está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde). Sua principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. A síndrome se manifesta especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso. Profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno. Sintomas O sintoma típico da síndrome de burnout é a sensação de esgotamento físico e emocional que se reflete em atitudes negativas, como ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima. Dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome. Diagnóstico O diagnóstico leva em conta o levantamento da história do paciente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho. Respostas psicométricas a questionário baseado na Escala Likert também ajudam a estabelecer o diagnóstico. Tratamento O tratamento inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Atividade física regular e exercícios de relaxamento também ajudam a controlar os sintomas. Recomendações * Não use a falta de tempo como desculpa para não praticar exercícios físicos e não desfrutar momentos de descontração e lazer. Mudanças no estilo de vida podem ser a melhor forma de prevenir ou tratar a síndrome de burnout; * Conscientize-se de que o consumo de álcool e de outras drogas para afastar as crises de ansiedade e depressão não é um bom remédio para resolver o problema; * Avalie quanto as condições de trabalho estão interferindo em sua qualidade de vida e prejudicando sua saúde física e mental. Avalie também a possibilidade de propor nova dinâmica para as atividades diárias e objetivos profissionais. http://pt.wikipedia.org/wiki/Síndrome_de_burnout

quinta-feira, 4 de abril de 2013

PSICOPATOLOGIA DO PRÉ-ESCOLAR

Mais uma importante colaboração. Dr. Fábio Barbirato fala-nos sobre a Psicopatologia no Pré-Escolar. PSICOPATOLOGIA DO PRÉ-ESCOLAR Gabriela Macedo Dias Fábio M. Barbirato Nascimento Silva Segundo Thomas Insel, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH) norte-americano, os sintomas e transtornos psiquiátricos “começam cedo na vida e são crônicos”1. Evidências crescentes nos mostram que crianças em idade pré-escolar (entre 3 e 6 anos de idade) podem apresentar graves problemas de saúde mental, interferindo no seu desenvolvimento emocional. Estimativas sugerem que 10 a 15% das crianças menores de 6 anos sofra de algum problema emocional ou comportamental2. No entanto, ainda há uma grande resistência na aplicação de diagnósticos psiquiátricos para essa população. Muitos pesquisadores e clínicos questionam se é possível, e até mesmo desejável, diagnosticar distúrbios psiquiátricos em crianças pré-escolares3. Egger e Angold4 citam algumas das preocupações: 1. o rápido desenvolvimento (físico, comportamental, emocional e cognitivo) nesse período, que impossibilitaria a identificação de sintomas válidos e confiáveis para o diagnóstico; 2. a possibilidade de alterações transitórias do comportamento serem classificadas como sintomas patológicos; 3. o fato de que os sistemas classificatórios atuais (DSM-IV e CID-10) não consideram as variações do desenvolvimento; 4. o “rótulo” da doença psiquiátrica que poderia afetar a percepção da criança de si mesma e a percepção de seus cuidadores; 5. o conhecimento de que muitas vezes o comportamento problemático da criança pode ser resultado da relação com os pais e do ambiente geral. Apesar de tudo isso, a maior preocupação está na crescente prescrição de medicações psicotrópicas para crianças entre 3 e 6 anos de idade. Em um estudo para determinar a prevalência do uso de psicotrópicos, Zito e colaboradores5 observaram que 1% das crianças estava recebendo medicação. Esse dado é alarmante porque o conhecimento da nosologia dos transtornos mentais nessa fase ainda está se iniciando. Embora a nossa compreensão da psicopatologia na pré-escola esteja muito distante do que já sabemos da psicopatologia na idade escolar e adolescência, os dados sugerem que para compreender verdadeiramente o "início precoce" do transtornos psiquiátricos, devemos começar o mais tardar no período pré-escolar4. Avaliação A avaliação da criança pré-escolar deve ser abrangente, envolvendo uma equipe multidisciplinar e múltiplas visitas. A história deve ser colhida não só com os pais, mas com todos aqueles que convivem com a criança, como babás e professores. É Importante ressaltar que a criança pré-escolar não funciona como um indivíduo psicologicamente autônomo, e que ela permanece ligada ao seu cuidador primário para o funcionamento adaptativo e emocional6. Ou seja o cuidador representa seu funcionamento e seu estado psicológico. Instrumentos Auxiliares no Diagnóstico Entre 2000 e 2002, um grupo de pesquisadores norte-americanos se reuniu com o objetivo de facilitar as pesquisas sobre a validade diagnóstica dos transtornos psiquiátricos na pré-escola e desenvolveu o Research Diagnostic Criteria-Preschool Age (RDC-PA)8. Mais tarde, pesquisadores do Centro de Epidemiologia do Desenvolvimento da Universidade de Duke (EUA) desenvolveram o PAPA9 (Preschool Age Psychiatric Assessment – Avaliação Psiquiátrica na Idade Pré-Escolar), que foi a primeira entrevista semi-estruturada desenvolvida para pré-escolares abordando múltiplos distúrbios. O PAPA é o instrumento mais utilizado atualmente em pesquisas. Recentemente, um novo instrumento diagnóstico foi criado, o Diagnostic Infant and Preschool Assessment (DIPA)10 . Dados preliminares apóiam o DIPA como uma medida válida e confiável para avaliação de sintomas tanto em pesquisa como na prática clínica com crianças muito pequenas. Diagnóstico dos Transtornos na Pré-Escola Dentre os transtornos psiquiátricos identificados na pré-escola, o Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) e o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) são os mais estudados6. Existem também muitos estudos sobre a existência dos transtornos de humor na pré-escola, porém a maior parte é de um único grupo (Early Emotional Development Program) coordenado pela Dra Joan Luby da Universidade de Washington em ST. Louis6. Os transtornos ansiosos também são muito pesquisados. Os estudos sugerem que o diagnóstico psiquiátrico na pré-escola persiste na idade escolar e, portanto, justifica a necessidade da intervenção precoce12. A persistência do diagnóstico foi relacionada a uma série de fatores, incluindo baixa coesão familiar, status sócio-econômico e eventos negativos de vida13.Ouvir Ler foneticamente adjetivo 1.relutante 2.de má vontade 3.teimoso 4.que não está disposto a Tratamento O uso de psicofármacos na idade pré-escolar tornou-se um importante foco de atenção ao longo da última década, principalmente pelo aumento crescente observado nas taxas de prescrições de psicotrópicos para essas crianças47. No entanto, as pesquisas focadas em intervenções psicofarmacológicas para pré-escolares estão atrasadas em relação a prática clínica. Assim, frequentemente médicos e famíliares enfrentam o dilema de avaliar riscos e benefícios de intervenções psicofarmacológicas para o tratamento de crianças para as quais a psicoterapia tem se mostrado ineficaz48. Vários fatores influenciam a avaliação do uso de tratamentos psicofarmacológicos em crianças muito pequenas49. 1. Rápido desenvolvimento do Sistema Nervoso Central; 2. Absorção, distribuição e metabolismo diferenciados; 3. Altas taxas de efeitos adversos; 4. Nível de desenvolvimento emocional, cognitivo e da linguagem; 5. Importância da relação pais/cuidadores com a criança no desenvolvimento; 6. DSM-IV não ter critérios para crianças muito pequenas; 7. Raras medicações aprovada para uso em menores de 5 anos de idade; 8. Poucas evidências sobre o tratamento psicossocial. Em 2007, a Academia Americana de Psiquiatria da Infância e Adolescência (AACAP) publicou um artigo com recomendações para o uso de psicofármacos em crianças entre 3 e 6 anos de idade50. Além das orientações para o tratamento farmacológico, esse artigo também apresentou princípios gerais para avaliação e recomendações para diagnósticos específicos nessa faixa etária. Foi proposto uma algoritmo para cada transtorno, com 5 recomendações em comum: 1. Ênfase na importância da avaliação e do diagnóstico correto, incluindo freqüentes reavaliações, a cada mudança de plano de tratamento; 2. A primeira linha de tratamento deve ser a intervenção psicoterapêutica. E que esta deve ser continuada, mesmo quando os medicamentos são indicados posteriormente; 3. Os clínicos devem considerar o nível de evidência científica antes de desenvolver um plano de tratamento; 4. Recomendações para um plano de descontinuação depois do tratamento ter sido bem sucedido. E reavaliação do diagnóstico, uma vez que a validade do diagnóstico neste período ainda é limitada; e o desenvolvimento, assim como os efeitos do tratamento, podem modificar a necessidade de medicação. 5. Recomendações para consulta a outros profissionais quando necessário ou quando o paciente passou por todos os passos do algoritmo e ainda continua a ter sintomas com prejuízo significativo.

domingo, 24 de março de 2013

BONEQUINHAS DE PAPEL...

AMEI A DIVULGAÇÃO DA COLEGA JULIANA MELO DESSAS GRACIOSAS BONEQUINHAS DE PAPEL,DAQUELAS QUE A GENTE BRINCAVA QUANDO CRIANÇA.....AI,QUE SAUDADES....







DISTURBIOS DE ATENÇÃO HIPERATIVIDADE E MEMÓRIA


Distúrbios de Atenção, Hiperatividade e Memória
Telma Pantâno
Fonoaudióloga e Psicopedagoga, Especialista em Linguagem, Mestre e Doutora em Ciências pela FMUSP
Aprendizagem
 Necessariamente envolve:
 compreender,
 assimilar (memória),
 perceber relações entre,
 atribuir significado

 Observação através do desempenho – Não necessariamente envolve consciência.

Porém a aprendizagem
 Processo
 Resultado de:
 Sensação
 Percepção
 Atenção
 Memórias
 Linguagem aprendizagem funções executivas

Alterações de Aprendizagem
 Dificuldades de aprendizagem: origem pedagógica
 Distúrbios de aprendizagem:
 Primários: disfunção do SNC, “falha” no processo de aquisição do desenvolvimento – caráter funcional
 Distúrbios específicos de aprendizagem: dislexia, discalculia, disortografia
 Secundários: decorrentes ou em co-morbidades com patologias neurológicas ou psiquiátricas
Aprendizagem: processo individual

Atenção
 Capacidade de filtrar informações em diferentes pontos do processo perceptivo.

 percepção de alguns estímulos e a negligência de outros estímulos.

Atenção
 Mecanismo que escolhe os estímulos relevantes para serem processados.

 Baseada na experiência de vida de cada pessoa – estimulações diferentes de acordo com o ambiente social, cultural, ...

O que faz a atenção?

Faz com que o estímulo mais relevante do momento seja processado de modo mais intenso pelo sistema nervoso enquanto os demais estímulos são processados de modo atenuado ou não são processados.
Afinal...


O que faz com que possamos escolher qual o estímulo mais relevante?
Características
 Possibilidade de exercer um controle voluntário da atenção

 Inabilidade em atender diversos estímulos ao mesmo tempo – caráter seletivo e focalização

 Capacidade limitada
Relações
 Com o processamento preferencial de determinadas informações sensoriais
(Bear et al, 2002)
 Prestar atenção – aumenta sensibilidade perceptual para a discriminação do alvo além de reduzir a interferência causada por estímulos distratores
(Pessoa et al, 2003)

Classificação
 De acordo com a maneira como é operacionalizada
 Seletiva
 Sustentada
 Alternada
 Dividida
Tipos de atenção
- Seletiva: Privilegiar determinados estímulos em detrimento de outros – mecanismo atencional básico
- Sustentada: manter a atenção em um estímulo durante um determinado tempo.
- Alternada: Alternar o foco atencional – desengajar de um estínulo e engajar em outro
- Dividida: Desempenho simultâneo de duas tarefas – um estímulo torna-se um processamento automático e o outro controlado.
Focos atencionais

 Estímulos sensoriais
 Memórias
 Pensamentos
 Recordações
 Execução de cálculos mentais
Classificação

 Com relação a origem do processo atencional

 Automática

 Voluntária ou controlada

Dalgalarrondo, 2000
Atenção automática
 Sem o controle voluntário
 Estímulos salientes sensorialmente ou relevantes biologicamente
 Súbitos
 Intensos
 Movimento
 Contrastantes com o fundo: parede X animal
 Significativos em um dado contexto: nome X festa
Atenção voluntária
 Motivações fisiológicas: dor de barriga, fome, sede
 Motivações sociais: sugestões verbais; procura na internet
Qual o momento em que os estímulos são selecionados?
 Seleção inicial: estímulos não seriam analisados completamente para serem selecionados

 Seleção tardia: estímulos recebem uma análise prévia de características e significados e então são selecionados
(Gazzaniga et al, 2000)
Teoria do filtro
 Capacidade limitada de atenção
 Sistema atencional = “filtro” que se abre para as informações a serem atendidas e se fecha para as demais
 Estímulos não atendidos rejeitados nos estágios iniciais do processamento de informações
(Broadbent, 1998)
Porém...
 Sabe-se que uma parte das informações são processadas de forma não consciente.
 Análise dos estímulos não relevantes é atenuada ou reduzida – mecanismo para reduzir a interferência que os estímulos relevantes produzem.
(Treismann, 2000)
Mecanismos atencionais
 Atuação dinâmica – seleção de estímulos pelas diferentes vias sensoriais e organização dos processos mentais
Mecanismos e subdivisões da atenção
Valor adaptativo da atenção
 Discriminação de estímulos

 Aumento e refino do processamento

 Direcionamento de recursos
Fatores que influenciam a atenção
 Contexto em que está inserido
 Características dos estímulos
 Expectativa
 Motivação
 Relevância da tarefa desempenhada
 Estado motivacional
 Experiências anteriores
(davidoff, 1983; Cortese et al, 1999)
Atenção envolve:
 Sensibilização dos órgão gerais
 Estabelecimento e manutenção do tônus cortical
 Focalização sobre determinados processos mentais e neurobiológicos
Lent, 2002
Pré-requisitos
 Mecanismo ascendente: Tipo de alerta – vigília plena
 Mantém o sistema apto a oferecer os candidatos à atenção
 Mecanismo cortical: seleciona como foco móvel sobre os estímulos – Interesse; memória
Selecionar os estímulos
 Pode ocorrer em diferentes modalidades sensoriais

 Visual: escolha de um estímulo
 Auditiva: relação estímulo X ruído

Bases neurais da atenção
 1. Necessidade de estado de alerta e vigília (tônus cortical) para a percepção dos estímulos que chegam pelos órgãos sensoriais
 Formação reticular – subsídio para o processo atencional; mediadora entre o mundo externo e as funções corticais
 Manutenção do estado de alerta

Sistema reticular
 Dois componentes principais:
 Mesencefálico: substância reticular e protuberância superior
 Estimulação produz flluxo difuso que promove a ativação cerebral
 Talâmico
 Ativação de regiões específicas do córtex

Posteriormente
Modalidade Visual da atenção
 Ocorre em três momentos:
 Desengajamento de foco (lobo parietal posterios – principalmente HD)
 Mudança de foco atencional para a localização do estímulo (colículo superior)
 Localização do alvo e engajamento (tálamo – principalmente núcleo pulvinar)


Controle executivo do processo atencional
 Detecção da relevância de um estímulo
 Inibição das interferências de outros estímulos concorrentes
 Lobo frontal: giro cingulado anterior
(Gazzaniga, 2000; Lent, 2002; Sarter et al, 2001)
Atenção seletiva
 Dependentes da modalidade sensorial a ser processada
 Estímulos visuais:
 Áreas de associação visual parietal e pré-frontais
 Estímulos auditivos:
 Córtex auditivo, parietal inferior, cingulado anterior e pré-frontal
(Kawashima et al, 1999)

Avaliação da atenção
 Ressonância magnética funcional: verificar estruturas cerebrais envolvidas nos diferentes tipos de informação sensorial.
 Medida de atenção não pode ser obtida em situação que compreenda a aquisição de uma habilidade – resposta simples.
Testes atencionais
Prejuízo na atenção
 Fatores emocionais primários
 TDAH
 Transtornos de ansiedade generalizada

Memória
Definição
 “Atividade eletrofisiológica”
 Função: Permitir o registro, manutenção e evocação dos fatos já acontecidos

Fases
 Percepção, registro e evocação
 Retenção e conservação
 Reprodução e evocação

Estruturas anátomo-funcionais
 Estruturas límbicas: hipocampo e corpos mamilares
 Consolidação dos registros
 Transferência da memória operacional para a de longo prazo
 Córtex: Registros bem consolidados (fronto-têmporo-parieto-occipitais)



Fisiologicamente
 Memória operacional: mecanismos bioqüímicos
 Memória a longo-prazo: reorganização neuronal e “brotamento” neuronal
Gordon, 2004
Processo de fixação depende
 Nível de consciência
 Estado geral do organismo (nutrição, cansaço, calma)
 Atenção global e capacidade de manutenção da atenção concentrada
 Sensopercepção preservado

Fixação
 Interesse e conteúdo emocional relacionado ao conteúdo
 Conhecimento prévio
 Capacidade de compreensão do conteúdo
 Canais senso-perceptivos envolvidos
Conservação depende:
 Repetição
 Associação com outros elementos
Esquecimento
 Fisiológico: desinteresse ou desuso
 Lesões
 Quadros demenciais
 Quadros emocionais
Esquecimento pós-lesão
 Ainda considera-se de acordo com a “lei de Ribbot” (1882)
 Elementos recentes
 Elementos complexos
 Mais estranhos e menos habituais


Memória
 Operacional
 Longo-prazo
 Explícita: semântica, episódica, auto-biográfica
 Implícita: priming, atividades motoras
Memória Operacional
 Conjunto de habilidades cognitivas que permitem a informações novas e antigas serem mantidas ativas (on-line) a fim de serem manipuladas com o objetivo de realizar determinada tarefa

 Material deve ser utilizado imediatamente
Utilizações
 Linguagem
 produção
 compreensão
 Aprendizagem
 Funções executivas
 Raciocínio
 Córtex pré-frontal
Atividades Memória Operacional
 Spam
 Visuo-espacial: leitura, imagens
 Alça fonológica: sons, palavras – auditivo
 Retentor episódico: textos curtos
Memória Implícita
 Memória automática ou reflexa cujo processamento não depende de fatores conscientes e voluntários
 Memorização de forma lenta e através de múltiplas repetições e tentativas

Utilizações
 Habilidades motoras
 Habilidades perceptivas (soluções de labirintos, quebra-cabeças)
 Aprendizado de regras (gramaticais, conjugação verbal em língua estrangeira)
 Procedimentos
Localização
 Relacionado com o sistema sensorial e/ou motor envolvido no processo de aprendizado
 Memória não declarante mais relacionada com habilidades e estratégias motoras
 Pouco prejuízo em quadros de demência
 Maior prejuízo em quadros degenerativos (doença de Huntington)
Dalgalarrondo, 2000
Atividades – Mem. Implícita
 Como você amarra seus sapatos?
 Como você abotoa uma blusa?
 Como você dirige um carro?
 Provas que envolvam regras gramaticais
Memória Explícita
 Processo de registrar e evocar de forma consciente informações relacionadas a pessoas, eventos e conhecimentos factuais
 Depende de regiões das regiões mesiais dos lobos parietais
Processos patológicos
 Síndrome de Wernicke-Korsakoff e lesões no lobo temporal que envolvam o hipocampo
 Perda da capacidade de fixar e lembrar eventos ocorridos há mais de alguns minutos incluindo eventos marcantes e traumáticos (Dalgalarrondo, 2000)

Semântica
 Aprendizado de palavras e seu significado
 Registro e retenção de conteúdos em função do significado que têm
 Conhecimentos de fatos, objetos, operações matemáticas, palavras e seus usos
Semântica
 Compartilhada socialmente, reaprendida constantemente e não tem relações temporais
 Significados como “jantar”, “São Paulo”, “férias”
 Regiões: infero-temporais, posteriores e mediais do lobo temporal esquerdo
Atividades – Mem. Explícita
 Como você faz para telefonar pra sua casa?
 Como você faz para ir para a escola?
 Como você prepara um sanduiche?
 O que significa a palavra ......?
 Quais as letras da palavra....
Episódica
 Recordação de eventos (seqüências) com significação correlata.
 Relatos de forma descritiva
 Regiões: córtex pré-frontal, estruturas mesotemporais
 Grande prejuízo na síndrome de Wernicke-Korsakoff

Autobiográfica
 Relatos de experiências pessoais relatos em forma de narrativa
 Não necessariamente envolvem relatos emocionais
 Regiões relacionadas a memória episódica com especial predominância do lobo pré-frontal (Foster, 2003).
Sensações X memórias
 Memorizamos somente:
 Lemos – 10%
 Lemos + ouvimos – 20%
 Vemos – 30%
 Vemos + ouvimos – 50%
 Ouvimos e discutimos – 70%
 Ouvimos e fazemos – 90%
Memória X Uso
 350 pessoas com idades entre 20 e 80 anos sem queixas formais de memória
 “lapsos”
 Perda de memória inicia-se aos 20 anos
 Declínio dos 70-80 anos é o mesmo do que daqueles dos 20-30 anos
Motivos
 Avalanche de informações do mundo moderno – assimilação superficial com pouca retenção
 Concentração primeira etapa para a fixação
 Stress, ansiedade e depressão – excesso de cortizol impede “atrofia” do hipocampo
 Drogas, álcool, maconha e calmantes
Cuidados
 Prestar atenção às informações que pretende registrar
 Dormir bem
 Atividades que envolvam concentração e raciocínio
 Organização e rotina diárias
 Exercícios físicos e técnicas de relaxamento – red. Stress
 Agenda
Alterações relacionadas a memória
 Hipermnésia: recordação em quantidade aumentada, porém redução dos aspectos qualitativos
 Amnésia: perda da capcidade de fixar, manter ou evocar conteúdos
 Psicogênica ou Orgânica
 Anterógrada ou Retrógrada
Alterações Qualitativas
 Memórias enxertadas: acréscimo de informações falsas a um núcleo verdadeiro – caráter fictício
 Delírios e alucinações mnêmicas
 Fabulações: elementos da imaginação do paciente ou lembranças isoladas completam lacunas da memória: encefalites, intoxicações, alcoolismo crônicas
Patologias - memória
 Criptomnésia: falseamento da memória. Lembrança aparece como novas recordações
 Lembrança obsessiva
 Agnosias, falsos reconhecimentos
 Demências: Alzheimer
 TCEs, AVCs
 Condições epilépticas
 Hipóxia e infecções no cérebro
Aprendizagem
 Bastante relacionada com a memória
 Aprender é o ato de formar novas memórias (postura da neurociência)


TDAH
TDAH
 Transtorno do desenvolvimento
 Desenvolvimento X Aprendizagem
 Desenvolvimento do quê?
 Atenção
 Controle de impulsos
 Nível de atividade
Assim...
 Como é um transtorno do desenvolvimento...
 Não depende da vontade da criança
 Não é um estado temporário
 Não é causado por indisciplina ou controle parental
Epidemiologia
 De uma forma geral
 6 a 8% das crianças (Rohde e Mattos, 2003)
 1,7 meninos para 1 menina
 Meninas subdiagnosticadas? Menos impulsivas e hiperativas
TDA/H
 Diferente de ter energia demais ou ser malcriada – patologia.
 Problemas psicológicos, educacionais, sociais e até criminais decorrentes
 Ignoram as regras sociais – transtorno para os pais e familiares.
Diagnóstico
 Não há sinais exteriores
 Relacionado a maturação e ao funcionamento neurológico
 Assim como outros transtornos não há exames médicos para a detecção (deficiência mental, autismo, transtornos de linguagem e psicomotricidade,...)
 Avaliação observacional – profissional com experiência clínica
 Testes neurocognitivos específicos
Características
 Muda de atividade com muita freqüência
 Parece não ouvir
 Sonha acordado
 Não termina as tarefas que começa
 Distrai-se com facilidade
 Não trabalha sem supervisão
Causas
 Múltiplas causas
 Alterações químicas cerebrais
 Baixa atividade elétrica/cerebral de áreas específicas (lobo frontal)
 Componente familiar (Biederman et al, 1990)
 Biederman: maior peso da genética do que de fatores ambientais
Tipos
 TDA
 TDH
 TDAH

 Desatento
 Impulsivo
 Hiperativo

terça-feira, 19 de março de 2013

Fiz com alunos ESSAS máscaras na aula de artes.Trabalhamos a arte no período Pré Colombiano,comentamos sobre as máscaras utilizadas nos rituais dos povos astecas ,maias e incas e fizemos um paralelo entre o material antigo e o material contemporâneo. Utilizando técnicas muito parecidas.Foi muito interessante. Confeccionamos com cola,bexiga e jornal. Expliquei a base e mostrei um modelo q fiz.E eles usaram a criatividade para produzir seus personagens. Foi uma aula muito agradável.Depois apresentamos as máscaras prontas na feira cultural da escola e eu ministrei uma oficina de máscaras,que foi show de bola....




















 
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