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quarta-feira, 27 de abril de 2011

SÍNDROME, TRANSTORNO ou DISTÚRBIO?


DIFERENÇA ENTRE SÍNDROME, TRANSTORNO, DISTÚRBIO ORGÂNICO E DISTÚRBIO FUNCIONAL

A síndrome e o transtorno andam juntos enquanto são constituídas pelo conjunto de sinais e sintomas que caracterizam uma determinada patologia. Enquanto não se identifica a patologia continuamos a chamar esse conjunto de sinais e sintomas de síndrome. No momento em que se define a patologia, o quadro passa a ser chamado de transtorno.

Tanto a síndrome como o transtorno podem ser orgânicas ou funcionais, sendo chamado de orgânico quando caracteriza-se por representar um problema em um determinado órgão em mal funcionamento detectável, ou seja, quando é causada diretamente por anomalias estruturais cerebrais, neuroquímicas ou neurofisiológicas do paciente. Normalmente o que nos facilita a caracterização de determinado distúrbio de orgânico é quando o paciente apresenta prejuízos cognitivos consideráveis, como a falta de memória, dificuldade muito grande de orientação, cálculos freqüentemente errados, erros graves de julgamento, falta de compreensão da linguagem, etc...

O distúrbio orgânico é considerado uma síndrome quando o médico suspeita de uma causa orgânica mas ainda não possui dados clínicos suficiente para essa confirmação. A partir do momento que essa causa orgânica é identificada esse distúrbio passa a ser considerado um transtorno mental orgânico.

Quando se identifica o órgão, mas esse não apresenta qualquer anormalidade detectável nos exames, chamamos esse distúrbio de funcional.

A ocorrência da Síndrome ou do Transtorno nos leva a deduzir pela presença, na pessoa, da estrutura psicótica correspondente, exceto nos casos de transtornos orgânicos a partir de determinadas lesões, o que faz o paciente adquirir comportamentos tal qual o psicótico, mesmo sem ter a estrutura correspondente nascida com ele, mas adquirida com a lesão.

http://iupe.webnode.com/diferen%C3%A7a%20entre%20sindrome,%20transtorno,%20disturbio%20org%C3%A2nico%20e%20disturbio%20funcional%20com%20enfoque%20na%20quest%C3%A3o%20do%20estrutural%20e%20n%C3%A3o%20estrutural/

sábado, 9 de abril de 2011

TRANSTORNO BIPOLAR


terça-feira, 22 de março de 2011

TRANSTORNO DE CONDUTA


Diagnóstico
Basicamente consiste numa série de comportamentos que perturbam quem está próximo, com atividades perigosas e até mesmo ilegais. Esses jovens e crianças não se importam com os sentimentos dos outros nem apresentam sofrimento psíquico por atos moralmente reprováveis. Assim o comportamento desses pacientes apresenta maior impacto nos outros do que nos próprios. O transtorno de conduta é uma espécie de personalidade anti-social na juventude. Como a personalidade não está completa, antes dos dezoito anos não se pode dar o diagnóstico de personalidade patológica para menores, mas a correspondência que existe entre a personalidade anti-social e o transtorno de conduta é muito próxima.
Certos comportamentos como mentir ou matar aula podem ocorrer em qualquer criança sem que isso signifique desvios do comportamento, contudo a partir de certos limites pode significar. Para se diferenciar o comportamento desviante do normal é necessário verificar a presença de outras características e comportamentos desviantes, a permanência deles ao longo do tempo. Além das circunstâncias em que o comportamento se dá, as companhias, o ambiente familiar, os valores e exemplos que são transmitidos devem ser avaliados para o diagnóstico. O transtorno de conduta é freqüente na infância e um dos maiores motivos de encaminhamento a psiquiatria infantil.

Característica
na juventude. Como a personalidade não está completa, antes dos dezoito anos não se pode dar o diagnóstico de personalidade patológica para menores, mas a correspondência que existe entre a personalidade anti-social e o transtorno de conduta é muito próxima.
Certos comportamentos como mentir ou matar aula podem ocorrer em qualquer criança sem que isso signifique desvios do comportamento, contudo a partir de certos limites pode significar. Para se diferenciar o comportamento desviante do normal é necessário verificar a presença de outras características e comportamentos desviantes, a permanência deles ao longo do tempo. Além das circunstâncias em que o comportamento se dá, as companhias, o ambiente familiar, os valores e exemplos que são transmitidos devem ser avaliados para o diagnóstico. O transtorno de conduta é freqüente na infância e um dos maiores motivos de encaminhamento a psiquiatria infantil.

Curso
Tem sido observada uma tendência a se tratar de um problema duradouro que inicia na infância podendo chegar à idade adulta. Como é um transtorno relativamente novo não se pode afirmar cientificamente que durará a vida toda. Por enquanto tem se verificado que quanto mais precoce o início, maior a gravidade e tendência a durar ao longo da vida. Os sintomas mais leves como mentiras, falta às aulas podem preceder comportamentos mais graves como agressões físicas ou abuso de drogas. O desinteresse escolar e o próprio comportamento desviante levam ao fracasso acadêmico, tornando o futuro dessas crianças ou adolescentes mais limitado. O encontro com outras pessoas com o mesmo perfil pode ocasionar na formação de gangues, o que significa um primeiro passo na direção de atividades ilegais em grupo. Nesse caso as companhias podem precipitar as atividades delinqüentes.
Alguns eventos da vida favorecem a permanência do comportamento desviante, outros o atenuam. O ambiente escolar tanto pode incentivar como inibir, dependendo de suas características. Constata-se que uma boa escola faz diferença para a educação e formação dos adolescentes e crianças. Igualmente o suporte familiar e o envolvimento afetivo. A identificação com uma pessoa de boa índole tanto pode atenuar o comportamento como precipitar e aprofundar um comportamento patológico quando o parceiro afetivo age nesse sentido.
Um ciclo vicioso entre gerações é observado no ambiente anti-social do transtorno de conduta. Filhos de pais anti-sociais tendem a ser anti-sociais que por sua vez tendem a educar filhos anti-sociais perpetuando o ciclo. Não há evidências suficientes para se afirmar que esse problema seja mais genético do que ambiental, ou o contrário. Os estudo mostram influência genética, mas isso apenas não é suficiente para fazer surgir o transtorno de conduta.

Comorbidade
As crianças e adolescentes com transtorno de conduta apresentam também mais do que outras pessoas na mesma faixa etária, incidência de transtornos mentais. O mais freqüente é o déficit de atenção com hiperatividade, estando presente em aproximadamente 43% dos casos, os transtornos de ansiedade e obsessivo-compulsivos em 33% dos casos. O abuso de substâncias psicoativas também é mais elevado dentre os adolescentes com transtorno de conduta.

Tratamento
Os tratamentos citados na literatura não apresentam respostas satisfatórias, mas alguma melhora do comportamento é possível de ser obtida com uma intervenção em diferentes áreas. Psicoterapia individual, uso de medicação para os sintomas mais proeminentes, psicoterapia familiar, orientação de pais, treinamento dos envolvidos no trato direto como os professores. Abordagens isoladas como psicoterapia individual dificilmente surtirão algum benefício.


Última Atualização: 15-10-2004
Ref. Bibliograf: Liv 02 Liv 20

FONTE:http://www.psicosite.com.br/tra/inf/conduta.htm

sábado, 12 de março de 2011

TRANSTORNO BIPOLAR



Como categorizado pelo DSM-IV e pelo CID-10, o transtorno bipolar ou distúrbio bipolar é uma forma de transtorno de humor caracterizado pela variação extrema do humor entre uma fase maníaca ou hipomaníaca, hiperatividade e grande imaginação, e uma fase de depressão, inibição, lentidão para conceber e realizar ideias, e ansiedade ou tristeza. Juntos estes sintomas são comumente conhecidos como depressão maníaca.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


TRANSTORNO BIPOLAR DO HUMOR
(PSICOSE MANÍACO-DEPRESSIVA)
Sinônimos e nomes relacionados:

Psicose maníaco-depressiva, transtorno ou doença afetivo bipolar, incluindo tipos específicos de doenças ou transtornos do humor, como ciclotimia, hipomania e transtorno misto do humor.

O que é a doença bipolar do humor:
O Transtorno Bipolar do Humor, antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva, é caracterizado por oscilações ou mudanças cíclicas de humor. Estas mudanças vão desde oscilações normais, como nos estados de alegria e tristeza, até mudanças patológicas acentuadas e diferentes do normal, como episódios de MANIA, HIPOMANIA, DEPRESSÃO e MISTOS. É uma doença de grande impacto na vida do paciente, de sua família e sociedade, causando prejuízos freqüentemente irreparáveis em vários setores da vida do indivíduo, como nas finanças, saúde, reputação, além do sofrimento psicológico. É relativamente comum, acometendo aproximadamente 8 a cada 100 indivíduos, manifestando-se igualmente em mulheres e homens.
O que causa a doença bipolar do humor:
A base da causa para a doença bipolar do humor não é inteiramente conhecida, assim como não o é para os demais distúrbios do humor. Sabe-se que os fatores biológicos (relativos a neurotransmissores cerebrais), genéticos, sociais e psicológicos somam-se no desencadeamento da doença. Em geral, os fatores genéticos e biológicos podem determinar como o indivíduo reage aos estressores psicológicos e sociais, mantendo a normalidade ou desencadeando doença. O transtorno bipolar do humor tem uma importante característica genética, de modo que a tendência familiar à doença pode ser observada.
Como se manifesta a doença bipolar do humor:
Pode iniciar na infância, geralmente com sintomas como irritabilidade intensa, impulsividade e aparentes “tempestades afetivas”. Um terço dos indivíduos manifestará a doença na adolescência e quase dois terços, até os 19 anos de idade, com muitos casos de mulheres podendo ter início entre os 45 e 50 anos. Raramente começa acima dos 50 anos, e quando isso acontece, é importante investigar outras causas.

A MANIA (eufórica) é caracterizada por:
Humor excessivamente animado, exaltado, eufórico, alegria exagerada e duradoura;
Extrema irritabilidade, impaciência ou “pavio muito curto”;
Agitação, inquietação física e mental;
Aumento de energia, da atividade, começando muitas coisas ao mesmo tempo sem conseguir terminá-las
Otimismo e confiança exageradas;
Pouca capacidade de julgamento, incapacidade de discernir;
Crenças irreais sobre as próprias capacidades ou poderes, acreditando possuir muitos dons ou poderes especiais;
Idéias grandiosas;
Pensamentos acelerados, fala muito rápida, pulando de uma idéia para outra,tagarelice;
Facilidade em se distrair, incapacidade de se concentrar;
Comportamento inadequado, provocador, intrometido, agressivo ou de risco;
Gastos excessivos;
Desinibição, aumento do contato social, expansividade;
Aumento do impulso sexual;
Agressividade física e/ou verbal;
Insônia e pouca necessidade de sono;
Uso de drogas, em especial cocaína, álcool e soníferos.

* Três ou mais sintomas aqui relacionados devem estar presentes por, no mínimo, uma semana;
* A hipomania é um estado de euforia mais leve que não compromete tanto a capacidade de funcionamento do paciente. Geralmente, passa despercebida por ser confundida com estados normais de alegria e devem durar no mínimo dois dias.

A DEPRESSÃO, que pode ser de intensidade leve, moderada ou grave, é caracterizada por:
Humor melancólico, depressivo;
Perda de interesse ou prazer em atividades habitualmente interessantes;
Sentimentos de tristeza, vazio, ou aparência chorosa/melancólica;
Inquietação ou irritabilidade;
Perda ou aumento de apetite/peso, mesmo sem estar de dieta;
Excesso de sono ou incapacidade de dormir;
Sentir-se ou estar agitado demais ou excessivamente devagar (lentidão);
Fadiga ou perda de energia;
Sentimentos de falta de esperança, culpa excessiva ou pessimismo;
Dificuldade de concentração, de se lembrar das coisas ou de tomar decisões;
Pensamentos de morte ou suicídio, planejamento ou tentativas de suicídio;
Dores ou outros sintomas corporais persistentes, não provocados por doenças ou lesões físicas.


* estes sintomas manifestam-se na maior parte do tempo por, pelo menos, DUAS semanas.

O ESTADO MISTO é caracterizado por:
Sintomas depressivos e maníacos acentuados acontecendo simultaneamente;
A pessoa pode sentir-se deprimida pela manhã e progressivamente eufórica com o passar do dia, ou vice-versa;
Pode ainda apresentar-se agitada, acelerada e ao mesmo tempo queixar-se de angústia, desesperança e idéias de suicídio;
Os sintomas freqüentemente incluem agitação, insônia e alterações do apetite. Nos casos mais graves, podem haver sintomas psicóticos (alucinações e delírios) e pensamentos suicidas;


* os sintomas devem estar presentes a maior parte dos dias por, no mínimo, uma semana.

De que outras formas a doença bipolar do humor pode se manifestar:
Existem três outras formas através das quais a doença bipolar do humor pode se manifestar, além de episódios bem definidos de mania e depressão.
Uma primeira forma seria a hipomania, em que também ocorre estado de humor elevado e expansivo, eufórico, mas de forma mais suave. Um episódio hipomaníaco, ao contrário da mania, não é suficientemente grave para causar prejuízo no trabalho ou nas relações sociais, nem para exigir a hospitalização da pessoa.
Uma segunda forma de apresentação da doença bipolar do humor seria a ocorrência de episódios mistos, quando em um mesmo dia haveria a alternância entre depressão e mania. Em poucas horas a pessoa pode chorar, ficar triste, sentindo-se sem valor e sem esperança, e no momento seguinte estar eufórica, sentindo-se capaz de tudo, ou irritada, falante e agressiva.
A terceira forma da doença bipolar do humor seria aquela conhecida como transtorno ciclotímico, ou apenas ciclotimia, em que haveria uma alteração crônica e flutuante do humor, marcada por numerosos períodos com sintomas maníacos e numerosos períodos com sintomas depressivos, que se alternariam. Tais sintomas depressivos e maníacos não seriam suficientemente graves nem ocorreriam em quantidade suficiente para se ter certeza de se tratar de depressão e de mania, respectivamente. Seria, portanto, facilmente confundida com o jeito de ser da pessoa, marcada por instabilidade do humor.
Como se diagnostica a doença bipolar do humor:
O diagnóstico da doença bipolar do humor deve ser feito por um médico psiquiátrico baseado nos sintomas do paciente. Não há exames de imagem ou laboratoriais que auxiliem o diagnóstico. A dosagem de lítio no sangue só é feita para as pessoas que usam carbonato de lítio como tratamento medicamentoso, a fim de se acompanhar a resposta ao remédio.
Como se trata a doença bipolar do humor:
O tratamento, após o diagnóstico preciso, é medicamentoso, envolvendo uma classe de medicações chamada de estabilizadores do humor.Um acompanhamento psiquiátrico deve ser mantido por um longo período, sendo que algumas formas de psicoterapia podem colaborar para o tratamento.

http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?419

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

TDAH- Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade



As crianças hiperativas,são um caso em que um conjunto de profissionais devem ser requisitados. Psicopedagogos, pedagogos, psicologos especializados em TDAH, Neuro-psiquiatra.
Tratamento mais indicado
A pessoa com TDAH precisa aprender a conviver com este transtorno, fazendo as acomodações necessárias ao longo da vida. Por isso a grande importância de um diagnóstico correto precoce, que possibilite à criança ter um atendimento adequado o mais cedo possível. Atualmente a maneira mais eficiente de tratar o TDAH é adotando um procedimento multidisciplinar, isto é, coordenando um trabalho que envolva pais e profissionais das áreas médica, de saúde mental e pedagógica. Isso significa, em primeiro lugar, um conhecimento real quanto à natureza do TDAH, em desenvolver estratégias próprias na administração do comportamento na casa e na escola, em um programa pedagógico adequado, em terapia individual ou familiar, segundo o caso, e, se necessário, o uso de medicamento indicado por neurologistas, que podem utilizar-se de técnicas modernas para avaliar a função cerebral, por meio de exames de neuroimagem e testes neurológicos.

Algumas características muito comuns entre as crianças que apresentam esses transtornos, como a alta carga emocional e de energia colocada em suas ações, e espontaneidade e a criatividade, podem representar vantagens em ambientes que requerem menor estruturação, como por exemplo, no meio artístico.

Medicamento: quando utilizar?
Uma grande polêmica em torno do uso do medicamento Ritalina foi anunciada nos Estados Unidos, em 2001, por Hillary Clinton, que manifestou preocupação com relação ao uso abusivo do medicamento em crianças menores de 4 anos. A Ritalina é um estimulante que atua no córtex cerebral e que inibe áreas responsáveis pela agitação. A conseqüência disso é que, pela rapidez com que atua, proporciona uma melhora no comportamento, na capacidade de concentração e facilita o aprendizado. Contudo, a indicação de uma medicação deve sempre levar em conta os riscos e benefícios, portanto somente deve ser prescrita quando bem indicada, e segundo a ética médica do profissional.

Algumas dicas para os pais
Ensinar seus filhos a pensar no impacto que seu comportamento tem sobre eles mesmos e os outros. Convidá-los a pensar em possíveis soluções. Esse processo é parte de como ensinar crianças a tomar decisões mais acertadas.
Falar demais é o erro mais comum cometido pelos pais. Cutucar, lembrar, repetir ordens e falar mais de uma vez para fazer isto, não fazer aquilo cria ressentimento tanto nos pais quanto nos filhos. A correção é uma arte útil que convida à cooperação.
Quando um problema de comportamento acontece, confrontar a criança é uma importante e poderosa ação e deve ser usada para aumentar a harmonia familiar. Corrigir sem criticar é um aspecto importante para a orientação eficiente da criança. Fortalece o amor do filho pelos pais e aumenta a sensação de segurança emocional no relacionamento.

A visão Homeopática do TDAH
O Dr. Antônio Carlos Silveira Rezende é pediatra homeopata, orientador de Ensino da Fundação de Estudos Médicos Homeopáticos do Paraná-Curitiba desde 1987, autor do livro "Pediatria Sob Visão Homeopática".

Após ler um artigo publicado na revista Veja, em 1994, em que aparecia a concentração de crianças hiperativas, com déficit de atenção, com resultados terapêuticos pouco satisfatórios, intensifiquei a análise das informações que tinha dos meus pacientes nas mesmas condições e observei que estavam apresentando melhoras significativas com o tratamento homeopático. Investi na minha pesquisa e atualmente estou desenvolvendo uma dissertação de mestrado sobre o tratamento homeopático em crianças hiperativas.

Para recorrer ao tratamento, os pais devem estar atentos ao comportamento de seus filhos. O sinal mais importante é a dificuldade que a criança tem de manter-se parada (casa, escola, clube, igreja, parques, dormindo, vendo TV etc). Os sintomas são mais comuns entre meninos do que em meninas (5:1).

Em minha dissertação de mestrado, farei um questionamento da possibilidade de utilizar os medicamentos homeopáticos que possuem características semelhantes às que definem hiperatividade, bem como os sinais raros, peculiares e característicos dessas crianças, com a finalidade de produzir um equilíbrio geral nas mesmas, pois, na visão homeopática, a hiperatividade seria uma manifestação do desequilíbrio do ser.

É evidente que, em se tratando de crianças com essas alterações no comportamento, utilizo também os Critérios de Diagnóstico das Crianças Difíceis, inclusive para poder diferenciar inquietude em crianças de crianças hiperativas.

Principais Sintomas
Os critérios listados abaixo são utilizados oficialmente para a definição do diagnóstico de TDAH em crianças e adultos tanto no Brasil como no resto do mundo.
Duração mínima de seis meses dos distúrbios em pelo menos oito dos critérios seguintes:

1. Mexe mãos e pés constantemente.
2. Dificuldade em permanecer sentado
quando exigido.
3. Facilmente distraído por estímulos
externos.
4. Dificuldade de aguardar sua vez em
jogos ou grupos
5. Deixar escapar respostas às perguntas
antes que sejam completadas.
6. Dificuldades em seguir instruções
de outros.
7. Dificuldades em manter atenção em
tarefas ou atividades recreativas.
8. Freqüentemente muda de uma
atividade incompleta para outra.
9. Dificuldade em brincar em silêncio.
10.Fala excessivamente.
11.Interrompe os outros, intromete-se
em jogos, etc.
12.Parece não escutar o que lhe é dito.
13.Perde as coisas necessárias para suas
tarefas ou atividades na escola/casa.
14.Freqüentemente se engaja em
atividades perigosas fisicamente, sem
considerar as possíveis conseqüências.


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Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade

RECLAMAÇÕES

“Meu filho não para quieto, não para nem para comer. Na sala de aula fica se remexendo na
cadeira, levanta sempre e não para, pula, grita. Na hora de fazer o dever de casa é a mesma
coisa, se mexe o tempo todo, o material caí, a lição fica por fazer. Ele está sempre a “mil por
hora” e só “desliga a bateria” quando dorme. Já fui chamada na escola três vezes este mês.
Ele não presta atenção em nada, vive no “mundo da lua”, brinca o tempo todo. Já botei de
castigo, bati, gritei, tirei a televisão e o videogame do quarto... Nada funciona. E ainda por cima
tem gente que acha que á a mãe que não sabe dar educação ao filho!”


Histórias como esta se repetem diariamente em consultórios médicos e psicológicos e o
grau de sofrimento e desgaste de pais, educadores e da própria criança são incalculáveis. O
TDAH é um dos transtornos comportamentais com maior incidência na infância e na
adolescência. Pesquisas realizadas em diversos países revelam que o TDAH está presente
em torno de 5% da população em idade escolar. Trata-se de uma síndrome clínica
caracterizada basicamente pela tríade sintomatológica: déficit de atenção, hiperatividade e impulsividade.
Na maioria dos casos, as pessoas com TDAH são inquietas – não permanecem paradas
nem sossegadas por muito tempo e detestam coisas monótonas e repetitivas, além de serem impulsivas no seu dia-a-dia. São pessoas que vivem trocando de interesses e planos e temdificuldades em levar as coisas até o fim. A criança pode apresentar-se inquieta, não conseguindo permanecer sentada, abandonando sua cadeira em sala de aula ou durante o almoço de família. Está sempre “a mil por hora” ou como se estivesse “ligado em uma tomada de 220 volts”, fala em demasia e dificilmente brinca silenciosamente, estando sempre gritando.
Os pacientes com este diagnóstico apresentam prejuízos no desempenho acadêmico e social,pois têm dificuldade em organizar-se, manter atenção em sala de aula, realizar deveres escolares ou permanecer sentados ou quietos.

As causas do TDAH ainda não estão bem estabelecidas. Acredita-se em uma origem
que envolve diversos fatores, sendo que o mais importante deles seria a herança genética.
O diagnóstico do T.D.A.H. é essencialmente clínico. Não existem exames laboratoriais
ou de imagem que faça o diagnóstico. A investigação do TDAH envolve detalhado estudo
clínico através de avaliação com os pais, com a criança e com a escola. Escalas de avaliaçãopadronizadas para pais e professores podem ser utilizadas. A avaliação com pais deve abranger uma história detalhada de todo o desenvolvimento da criança ou adolescente contendo desde a história gestacional da mãe até os dias atuais.
O TDAH caracteriza-se por uma combinação de dois grupos de sintomas que devem
ocorrem frequentemente.
1. Desatenção;
2. Hiperatividade e impulsividade.
Os sintomas de desatenção:
 Prestar pouca atenção a detalhes e cometer erros por falta de atenção,
 Ter dificuldade de concentração (tanto nas tarefas escolares quanto em jogos e
brincadeiras)
 Parecer estar prestando atenção em outras coisas numa conversa.
 Ter dificuldade em seguir as instruções até o fim ou deixar tarefas e deveres sem
terminar.
 Ter dificuldade de organizar-se para fazer algo ou planejar com antecedência.
 Demonstrar relutância ou antipatia em relação a tarefas que exijam esforço mental por
muito tempo (tais como estudo ou leitura)
 Perder objetos necessários para realizar as tarefas ou atividades do dia-a-dia.
 Distrair-se com muita facilidade com coisas à sua volta ou mesmo com os próprios
pensamentos. É comum que pais e professores se queixem de que estas crianças
parecem “sonhar acordadas”.
 Esquecer coisas que deveria fazer no dia-a-dia.
Sintomas de hiperatividade/impulsividade:
 Ficar mexendo as mãos e pés quando sentado ou mexer-se muito na cadeira.
 Ter dificuldade de permanecer sentado em situações em que isso é esperado (sala de
aula, mesa de jantar, etc).
 Correr ou escalar coisas, em situações nas quais isto é inapropriado (em adolescentes
e adultos pode restringir-se a uma sensação de inquietude por dentro).

 Ter dificuldade para manter-se em atividade de lazer (jogos ou brincadeiras) em
silêncio.
 Parecer ser “elétrico” e a “mil por hora”.
 Falar demais.
 Responder a perguntas antes de elas serem concluídas. É comum responder uma
pergunta sem lê-la até o final.
 Não conseguir aguardar a sua vez (nos jogos, na sala de aula, em filas etc.).
 Interromper os outros ou intrometer-se nas conversas alheias.
Existem três tipos de TDAH:
1- Forma predominantemente desatenta, quando existem mais sintomas de desatenção.
Esta é a forma mais comum na população em geral.
2- Forma predominante hiperativa/impulsiva, quando existem mais sintomas de
hiperatividade e impulsividade.
3- Forma combinada, quando existem muitos sintomas de desatenção e de hiperatividade
e impulsividade. Está é a forma mais comum nos consultórios e ambulatórios,
provavelmente porque causa mais problemas para o próprio portador e para os demais,
o que leva os pais a procurarem ajuda para o filho.
Embora os sintomas possam estar presentes desde muito cedo, quanto as crianças entram
na escola, costumam tornar-se mais evidentes por volta dos 7 anos.
Atualmente, sabe-se que é muito comum a existência de problemas emocionais em
conjunto com TDAH. Aliás, o próprio TDAH é classificado como um transtorno psiquiátrico e não como um transtorno neurológico. As crianças portadoras de TDAH apresentam mais problemas psicológicos que as crianças apenas portadoras de dificuldades escolares (por outras razões), mas que não tem TDAH. Baixa auto-estima, oscilações grandes do humor,sensação de fracasso e instabilidade nas relações com os demais colegas são as queixas mais freqüentes.
Crianças com TDAH não diagnosticadas e não tratadas apresentam uma série de prejuízos
no decorrer dos anos. Inicialmente ocorre um baixo rendimento escolar, a criança não
consegue acompanhar sua turma, sendo muitas vezes até reprovada. Perda da auto-estima,tristeza, falta de motivação nos estudos e prejuízos nos relacionamentos sociais podem desencadear episódios depressivos graves. Durante a adolescência, os prejuízos acadêmicos e sociais acarretados podem facilitar abandonos escolares e de faculdade ou propiciar o início
do uso abusivo de drogas e álcool. Possivelmente esses jovens virão a tornar-se adultos inseguros, pouco habilidosos socialmente, com menos anos de educação, trabalhando nos piores empregos e com maiores dificuldades de serem absorvidos pelo mercado de trabalho.
O TDAH é um transtorno muito comum e também muito prejudicial ao desenvolvimento
emocional, acadêmico e social. Por isso, é importante que pais, professores, pedagogos,psicólogos e médicos sejam capazes de identificar os sintomas. Quanto mais precoce o diagnóstico e o tratamento, mais facilmente evitamos as consequências negativas.
O tratamento pode ser feito de forma interdisciplinar (com vários profissionais diferentes trabalhando em equipe), com orientação aos pais e professores. A orientação aos pais vai
facilitar o convívio familiar, não só porque ajuda a entender o comportamento do portador de TDAH, mas também porque permite ensinar técnicas que auxiliam no manejo dos sintomas e na prevenção de problemas futuros.
É importante para os pais perceberem que as crianças hiperativas entendem as regras,
instruções e expectativas sociais. O problema é que elas têm dificuldade em obedecê-las.
Esses comportamentos são acidentais e não propositais. Por isso, não devem culpar o seu filho por ele ser assim, isso só será pior para ele!
É preciso estar preparado para descrever, de forma precisa e objetiva, o comportamento do seu filho em casa e nas atividades. Se a criança está encontrando dificuldade na escola, é
necessário pedir ao professor que converse com o médio ou envie um relatório por escrito.
No tratamento da criança hiperativa, a meta é ajudá-la a fazer o melhor possível, em casa,na escola, e com os amigos. Os pais devem lembrar-se de que o filho está lutando com todas as forças para superar uma deficiência do sistema nervoso. Explique, se preciso for, mas não se sinta envergonhado ou culpado quando seu filho não se comportar bem.

Daniela Demski Adário
Psicóloga - CRP 07/17367
Avenida Sete de Setembro, 431. Sala 603 Ed. Sanenge - CEP 99700-000 - Erechim - RS
Fone (54) 9182-6193 Site: www.serpsicologia.com.br

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Desafio de diminuir os índices de evasão exige que a escola repense suas práticas cotidianas



Abril.com.br
De cada 100 alunos do Ensino Fundamental, 36 concluem o Ensino Médio.
Principais ações incluem mudar a visão da escola e repensar o curriculum.

Imagine por um instante o momento mais agudo da aula mais difícil. Meia dúzia de alunos dormem nas últimas fileiras. Um trio troca mensagens de celular. Dois meninos se estapeiam. Uma turma discute sobre futebol. Nas primeiras carteiras, só um pequeno e compassivo grupo se esforça para prestar atenção naquilo que você, aos berros, tenta dizer. Nessas horas, um pensamento emerge: "Gostaria de ensinar apenas para os que querem aprender. Quem não está a fim que saia. Será melhor assim!"

Não será. O desafio de ser professor exige educar todos, sem exceção. O Brasil, por enquanto, está perdendo essa batalha. É verdade que os índices de acesso à Educação avançaram nas últimas três décadas (97,6% das crianças e dos adolescentes entre 7 e 14 anos estão na escola). Mas os indicadores de permanência - a taxa de abandono, que mostra os que não concluíram o ano letivo, e a de evasão, que aponta os que não se matricularam no ano seguinte - não caminharam no mesmo ritmo. Hoje, de cada 100 estudantes que ingressam no Ensino Fundamental, apenas 36 concluem o Ensino Médio.

De quem é a culpa?

Responsabilizar o aluno pelo abandono é a saída mais fácil. Na verdade, ele é o menos culpado. Pesquisas indicam que existem dois conjuntos de fatores que interferem no abandono escolar. O primeiro deles é o chamado risco social. Fatores como a condição socioeconômica e o lugar de residência podem aumentar a pressão para a desistência: com a necessidade de complementar a renda familiar, muitos jovens são atraídos pelo trabalho precoce e largam os livros.

Por que o aluno se sente desmotivado?

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007, apenas 21,8% dos adolescentes que têm ocupação continuam indo às aulas. Entretanto, os estudos mostram que a própria escola colabora para agravar a evasão. Os altos índices de repetência exercem um papel fortíssimo - longe de sua faixa etária original, o aluno se sente desmotivado a seguir aprendendo.

Escola não serve para nada?

A miopia para enxergar o problema atrapalha. Em geral, a interrupção dos estudos é o passo final de um processo que deixa sinais. O primeiro costuma ser o desinteresse em sala. Indisciplina e atos de violência também são comuns. Logo começam as faltas, cada vez mais frequentes. Por fim, a ausência definitiva. Também são recorrentes, sobretudo entre os jovens, as queixas de que a escola "não serve para nada".

Por que ir à escola?

Estudioso da relação entre os jovens e o saber, o pesquisador francês Bernard Charlot descobriu que a maioria só vê sentido em ir à escola para conseguir um diploma, poder ganhar dinheiro num emprego ou ter uma vida tranquila no futuro. Como predomina a ideia de um aprendizado sem sentido, muitos se desestimulam e desistem. O relatório Motivos da Evasão Escolar, da Fundação Getulio Vargas (FGV), aponta que o desinteresse é a causa principal da saída definitiva para adolescentes entre 15 e 17 anos.

Como reverter a evasão?

Fica claro que a escola precisa olhar para si própria. Do ponto de vista da gestão, uma providência essencial é atacar as causas da evasão. O acompanhamento eficiente da frequência - que também deve estar na pauta das reuniões pedagógicas - ajuda a mapear o problema e identificar os motivos das faltas. Dependendo da razão, é possível escolher a melhor forma de reverter o quadro: conversas com pais e alunos, visitas às famílias, aulas de reforço e campanhas internas e na comunidade.

Suspensões e expulsões são eficazes?

O tom deve ser de parceria e acolhimento, nunca de punição. Suspensões e expulsões podem ser rediscutidas. A ideia é simples: se a indisciplina é um dos caminhos que levam à evasão, não faz sentido punir o aluno impedindo que ele vá à escola. Em vez disso, é possível pensar em medidas que modifiquem a rotina do estudante, mas que o mantenham na instituição - estudar sozinho, com a obrigação de acompanhar o conteúdo, é uma alternativa.

Por que repensar o curriculum?

Uma revisão curricular, sobretudo nas séries em que a evasão é maior (no fim do Ensino Fundamental e no Médio), parece inevitável. O projeto pedagógico precisa garantir que a escola não seja vista como uma obrigação, mas como um espaço de formação para a vida. Isso inclui, de um lado, diálogo com o universo dos jovens (refletindo, por exemplo, sobre o papel das novas tecnologias). De outro, um esforço para mostrar como conteúdos importantes, mas sem tanta aplicação direta (como boa parte dos tópicos da Matemática), são fundamentais para fazer avançar a capacidade intelectual. A mesma preocupação tem de estar presente em iniciativas de Educação em tempo integral ou no contraturno, que para serem efetivas devem estar articuladas com o projeto pedagógico da escola.

Como garantir que os alunos estão aprendendendo?

É necessário também arrumar o "lado de fora" dos muros, atacando o risco social. Em termos de políticas públicas, atrelar benefícios sociais como o Bolsa Família à frequência escolar funcionou, reduzindo na população atendida de 4,4 para 2,8% o total de crianças e jovens entre 7 e 14 anos fora da escola. Ampliar a ação pode dar bons resultados. Mas é preciso também garantir que esses alunos aprendam. Nesse sentido, uma boa sugestão é adicionar critérios que possam indicar se o estudante de fato avançou, aproveitando o direito a uma Educação de qualidade - e para todos.

por Rodrigo Ratier
 
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